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POESIA BRASILIANA – POETI BRASILIANI

VINICIUS DE MORAES

VINICIUS DE MORAES

TEXTO EM PORTUGUÊS     /      TEXTO EN ITALIANO


O POETA E A LUA


Em meio a um cristal de ecos
O poeta vai pela rua
Seus olhos verdes de éter
Abrem cavernas na lua.
A lua volta de flanco
Eriçada de luxúria
O poeta, aloucado e branco
Palpa as nádegas da lua.
Entre as esferas nitentes
Tremeluzem pelo fulvos
O poeta, de olhar dormente
Entreabre o pente da lua.
Em frouxos de luz e água
Palpita a ferida crua
O poeta todo se lava
De palidez e doçura.
Ardente e desesperada
A lua vira em decúbito
A vinda lenta do espasmo
Aguça as pontas da lua
O poeta afaga-lhe os braços
E o ventre que se menstrua
A lua se curva em arco
Num delírio de luxúria.

O gozo aumenta de súbito
Em frêmitos que perduram
A lua vira o outro quarto
E fica de frente, nua.

O orgasmo desce do espaço
Desfeito em estrelas e nuvens
Nos ventos do mar perpassa
Um salso cheiro de lua.

E a luz, no êxtase, cresce
Se dilata e alteia e estua
O poeta se deixa em prece
Ante a beleza da lua.

Depois a lua adormece
E míngua e se apazigua...
O poeta desaparece
Envolto em cantos e plumas
Enquanto a noite enlouquece
No seu claustro de ciúmes.

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TEXTO EN ITALIANO
 

IL POETA E LA LUNA

         Trad. Anton Angelo Chiocchio

In un cristallo d´echi, il giovane
poeta va per la via bruna,
mentre I suoi occhi, Verdi d´ètere,
aprono grotte nella luna.
La luna rotola sui flanco
rabbrividendo di lascívia;
sfiora il poeta, esangue e bianco<
le curve tumide de Trivia
cui soffice, tra le nitenti
sfere, biondeggia um vello fulvo;
il giovane, com gli occhi spenti,
socchiude il pettine alla luna.
Flussi di luce, flussi d´acqua
distilla pallida la cruda
ferita: il giovane si sciacqua
nella dolcezza che trasuda.
Arsa consunta disperata
la luna giace ora in decúbito;
il pigro avvento dello spasimo
la fa più aguzza, più falcata.
Alle carezze sulle braccia,
sul grembo madido che infuria,
la luna ad arco ormai si allaccia,
in un delírio di lussuria,
sin che, maturo, il frutto gronda
in lunghi fremiti.  Denuda
la luna l´altro quarto e affonda
e s´abbandona, pazza e muta.
L´orgasmo scende dallo spazio
disfatto in stelle, sciolto in nuvole;
dal mare il vento reca il sazio,
il salso odore dell´amata
che intanto cresce, nell´ebbbrezza,
estua, s´innalza, si dilata,
mentre il poeta sbigottisce
all´incredibile bellezza.
Infine l´astro s´assopisce
stanco, si spegne piano piano.
Anche il poeta è già lontano,
avvolto in piume, in melodia.
Ora è la notte che impazzisce
nel chiostro della gelosia.

Extraído de:

CHIOCCHIO, Anton AngeloCinque notturni brasiiani.   Rio de Janeiro, GB: Edições GRD, 1964.  31 p.  14x22 cm.   “ Anton Angelo Chiocchio “

Inclui poemas (em Português e Italiano traduzidos por Anton Angelo Chiocchio) de Tasso da Silveira (Noturno/Nottuno); Murilo Araujo (Canção da lua que lava/Canzone dela luna lavandai); Cecília Meireles (Retrato em luar/Ritrato al chiar di luna); Vinicius de Moraes (O Poeta e a lua/Il poeta e l aluna); Ribeiro Couto (Luar do Sertão/Luna agreste).

 

Página publicada em maio de 2009  


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