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A CASA EM QUE NASCI

 

Poema de Antonio Miranda

 

 

Visito a casa em que nasci

mas  detenho-me no umbral

sem penetrá-la, sem querer

profaná-la: o irreconhecível!

 

Outras pessoas é que vivem nela

e as tantas reformas e ampliações

desfiguraram-na, tornaram-na

invisível: só resta uma janela!!!

 

Onde morreu meu irmão Hélio?

Em que desvão as visões de menino?

E as acres lágrimas de minha mãe

e os sonhos acanhados de destino?

 

Havia até mesmo um pátio, e flores

e haveria nele rede e abano, e um quintal.

A porta sempre aberta, visitas, licores,

algum peixe frito no fogão a lenha.

 

Os avós estavam na parede, bisonhos.

E o meu desatino, meus desvios

Pressentidos antes que manifestos?

E os rios de chuva, em correria

 

descendo a rua para, logo, gemendo,

buscarem o Mearim, que seguiria

seu curso ao mar. E eu achava

que também me levava, e eu seguia...

 

 

Chácara Irecê, 14.01.2006

 

Nota: foto da casa em que nasci, em Bacabal, Maranhão, em agosto de 1940, de onde parti para o Rio de Janeiro, com a família, aos 8 anos de idade. Fica à rua Gonçalves Dias, 93 (antiga Rua Guimarães). Foto do autor.Quando lá estive (em março de 1999), uma senhora apareceu à porta, o vizinho do “puxadinho” veio perguntar por que eu estava tirando a foto... Disfarcei, afastei-me do local... 

 


 

 

 
 
 
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