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Foto: http://poetasilvioparo.blogspot.com.br/

 

SILVIO PARO

 

Silvio Eduardo Paro (1964- ).  Nasceu em São Paulo em 1964. Publicou o livro de poesia Seara de quase-tudo, 2018.

 

TEXTOS EM PORTUGUÊS – TEXTO EM ESPAÑOL

 

ANTOLOGIA POÉTICA BRASIL – COLÔMBIA (PARA CONOCERNOS MEJOR).  Organizadores Aguinaldo José Gonçalves, Juan Manuel Roca.  São Paulo: Editora UNESP – Universidade Estadual de São Paulo; Medellin, Asociación de Editoriales Universitárais de Colombia – Aseuc – Universidad de Antioquia, 1996.  ISBN 85-7139-132-7   (Os textos dos poetas brasileiros em Português, os colombianos em Español, não é uma edição bilíngue.)

 

          No copo
        Todo o plasma
        Do corpo

        Água

        Por teu sentido
        (líquido)
        A solidão

        De janelas

        Como a molécula
        Que vê o invisível
        (do copo)

        Presa

        A minha retina
        Se enclausura
        Na imagem

        Morta

 

 

 

O GRITO DO DINOSSAURO

Não ouvi um tango argentino
Nem comi nas mãos de um pássaro;
Um pássaro é uma folha exposta
Crivada de vazios por todos os lados.
E um vulto cinza, quase branco.
Está sentado diante do algoz
Esperando a refeição dos justos;
Há um grito nas montanhas,
No cume daquele vaso de flores,
Nos gestos obscenos da tarde,
Que abriga um dinossauro
Congelado pela luz rústica
Do meu pensamento.

 

        Atiro-lhe facas ao peito
        Para arrancar sua língua:
        A compreensão poética
        É roleta-russa
        Congelada na mente,
        Onde a morte da inocência
        É alvo inevitável,
        É o desconhecido, o limo
        Encontrado nas rochas
        Da mente descompassado.

 

 

 

VERDORES DO SILÊNCIO

Na sombra
Encubro o sentido:
Rostos e olhos
Nesta imagem fria.

Na luz do limite
( em sombras )
Esta figura
Silencia a origem.

        Corte no olho
        Em outra parte
        Resvalo a língua
        No desejo

        Retalhos pulsando
        Toque límpido
        Do calor destas partes
        No anseio.

      

 

TEXTO EM ESPAÑOL

 

El grito del dinosaurio

              

No oí un tango argentino

Ni comí en las manos de un pájaro;

Un pájaro es una hoja expuesta

Acribillada de vacíos por todos lados,

Un bulto de ceniza, casi blanco,

Está sentado delante del verdugo

Esperando el alimento de los justos;

Hay un grito en las montañas,

En la cumbre de aquel vaso de flores,

En los gestos obscenos de la tarde,

Que abriga a un dinosaurio

Congelado por la rústica luz

De mi pensamiento.

 

 

Traducción: Carmen Gloria Rodríguez y Vania Torres

 

 

 

Página publicada em maio de 2018


 

 

 
 
 
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