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DE ORNATU MUNDI

Poemas de Antonio Miranda/ Ilustração científica de Álvaro Nunes

Brasília: LGE; Jardim Botânico de Brasília, 2010.  80 p. ilus. col.  21 xm x 21 cm - 2000 exemplares fora de comércio. Alguns exemplares estampam poemas manuscritos do  poeta nas páginas finais do livro.  

 

Esta obra, publicada pelo Jardim Botânico de Brasília para lançamento durante um evento científico e de divulgação e conscientização da causa ambientalista, pelo seu diretor Jeanito Gentilini, constitui-se no encontro de um poeta e um artista plástico relacionados  por uma amizade de muitos anos e pela identidade comum com a causa do meio-ambiente.  Antonio Miranda escreve poemas sobre o tema desde a juventude e Álvaro Nunes é reconhecidamente o maior ilustrador científico do Brasil e um dos mais notáveis do mundo, na atualidade, com peças em coleções particulares e em museus, assim também em publicações científicas do Brasil, Inglaterra, Espanha, etc, incluindo as do renomado Kew Gardens de Londres.

Os poemas de Antonio Miranda aqui incluídos foram extraídos de uma obra inédita mas já disponível na Internet (TERRA BRASILIS), mais especificamente, da primeira parte da referida obra, além de outros poemas escritos pelo autor desde 1962.  Alguns desses poemas já disponibilizados no presente Portal na seção POESIA ILUSTRADA e que constam de várias de suas obras impressas e/ou publicadas em revistas impressas e eletrônicas, assim também em blogues e em videos educativos e transformados em banners ao ar livre numa trilha poética instalada no Jardim Botânico de Brasil.

Álvaro Nunes

Apresentamos aqui uma das 20 ilustrações de Álvaro Nunes que aparecem no livro: PALMEIRAS DO CERRADO.

 

 

 

COMENTÁRIOS

 

De ornatu mundi, uma neoépica ecológica. Belíssimos versos. 

Claudio Murilo Leal,  03/98/2011

 

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"li com muito encantamento seu último livro. É uma beleza! Acho uma maravilha quando um escritor consegue conciliar o requinte literário sem perder a profunda conexão com a terra. Às vezes o acendrado amor aos livros afasta as pessoas do primário fundamental, assim quando isso não acontece eu aplaudo vivamente. Para mim a natureza é prioridade. Há um grande perigo nos gabinetes que se tornam redomas de isolamento, na intectualidade que se aliena da vida plena. Foi portanto com imensa alegria que descobri seu telurismo nesses poemas de profundo sentimento pátrio. Você diz sobre o índio tudo o que penso e sinto sobre a questão. Não me detenho sobre os inúmeros méritos estéticos, a cultura toda que é inerente a obra, não tenho tempo para isso. Sublinho é o amoroso laço telúrico com o nosso Brasil natural, que muitos pela ganância capitalista estão destruindo. Meus agradecimentos por esse livro tão importante para a nossa cultura."

         Fraterno abraço da Astrid Cabral, poeta.  Rio de Janeiro, 17/08/2010

 

Muito belo o seu livro De ornatu mundi, tanto pelas preciosas gravuras da flora brasileira do artista Álvaro Nunes, quanto pelo texto de sua poesia, que atinge um ponto alto na poética - épica - da terra e do povo brasileiro. Alcança aqui um momento mágico de poesia e ação, dentro de uma tradição modernista de painéis abrangentes da nacionalidade, onde estão Cassiano Ricardo, Raul Bopp, Thiago de Mello, Ferreira Gullar, e alguns outros. Obra marcante por suas características estilística e poética e por seu projeto de entendimento do Brasil. Terra e História estão dentro de sua poesia.   JOSE EDUARDO C DEGRAZIA – Porto Alegre, RS: 24 de janeiro de 2011

 

RESENHA, por ELGA PÉREZ- LABORDE:

De Ornatu Mundi

            Ecopoemas con magníficas ilustraciones científicas de Álvaro Nunes, componen esta obra del autor, que cruza y descubre la naturaleza con la autoridad de pertenecer a ese universo. El poeta se presenta en el prólogo como un ciudadano amazónico, pero también nordestino.  Dice ser un hombre de las aguas, como Thiago de Mello. Su travesía, que se inicia en Mearim, “um rio barrento e lento” lo lleva por muchos mares que no parece tener puerto definitivo, ni en la geografía ni en la poesía.

            Esta obra  muestra la versatilidad poética de Antonio Miranda. Como marinero del lenguaje, nos conduce del Exordio con una visión del edén, el inicio de los tiempos, las fuentes fluviales primigenias, la alborada de “las remotas  nacientes” del paraíso perdido, al basurero escatológico de la humanidad. Más de ochenta páginas de remoción  de conciencia delante de la grandeza y destrucción paulatina del corazón verde del planeta.

            Se trata de una obra que llama a la vida, a la conciencia de la riqueza que, a pesar de todas las amenazas, sobrevive en un proceso destructivo que necesitamos detener antes que sea tarde. Algunos de los poemas vienen precedidos de epígrafes de autores clásicos de todos los tiempos, como Gil Vicente, John Milton, Euclides da Cunha, Ary Barroso. Los llamados poéticos surgen con un solemne y a la vez irónico tono de oración:

Señor, escutai, o Brasil é um país

de vasta e vária geografia

física e humana

e qualquer afirmação

-pelo sim e pelo não –

deve começar pelo se não.

(2010: 16)

 

Miranda, fiel a si mismo, mantiene su línea esperpéntica, su tono transversal antipoético, que hilvana lo profano y lo sagrado.

Como pode haver miséria/

em horto tão vicejante?

....

Espanta, Senhor, em espaço sagrado

e consagrado, tão imenso

e até desabitado,

não se ter onde morar.

(idem: 16).

 

            El espectáculo de Brasil en su “vasta y variada geografía”, se nos presenta con el aval literario de grandes escritores, lo que le confiere un clima erudito, con citaciones en latín, portugués arcaico, evocaciones literarias, cartográficas, musicales, rítmicas: Camões, Pessoa, Guimarães, Bandeira, Caymmi, Lima Barreto. Testigos de un Brasil (des)contaminado y vulnerable, legendario y vivo, de país continente, de extremos inimaginables pero verdaderos, de exóticos escenarios, que en el poema sugiere estilo casi épico a la manera de los escritos testimoniales de la época de la conquista, apelando al espacio bíblico, en lo que tiene de paradisíaco y de infernal.  Poemario narrativo que va de los inicios a la senectud.  La composición de las imágenes surge además, de una intertextualidad rica, para configurar espacios semejantes y a la vez distantes en el tiempo:

Mundos reunidos, originários

com árvores perenifólias

bosques umbrosos e virgens

no dizer de Dante:

“divina floresta spessa e viva”

Fabulosa, ignota, fantástica:

(Augusto Magne: )

“nunca era noyte, nẽ  chuva”


“nẽ quaentura”, “muy bõo temperamento”

(idem. 12)

           

            Nos advierte que en el mapa de Andréa Bianco, de 1436, Brasil ya delimitaba ese paraíso prodigioso:

Jardim das delicias, geografia fantástica

que os marinheiros deliravam e descreviam

em desvarios e visões de convictos.

(idem.13)

 

 Historia y  Geografía, donde santos, poetas y conquistadores, amazonas guerreras,  desfilan en versos carnavales, mostrando la grandeza de Brasil, ese mundo nuevo que declina, envejece y el poeta clama delante de La Senectud:

Que esta terra não seja profanada

que este mundo seja preservado

dos demônios da codícia humana    

da ambição famigerada e vã

da usura e da devastação da devassidão.

Do inexorável...

(idem.14)

            En “El fin como principio”, III poema, reitera “que no se cumpla el vaticinio” de la senectud, de la enfermedad, de las plagas, de la maldad “que os malignos não corrompam os bons/, que não os devorem/ numa circularidade cósmica”://.(ídem. 15)  En este poema,  se revela una fe insospechada en algo superior, pero profundamente humano: que el corazón suplante la razón. Una especie de exorcismo contra los males y el fin de los tiempos.

            “El nombre de Brasil” ocupa algunas páginas que se desdoblan en cinco poemas cromáticos, en los cuales el verde de su identidad vegetal, pasa al rojo que evoca su etimología: pau-brasil, madera, piel roja de sus indios, braza, brasa, leyenda céltica, modismo portugués y otras especulaciones toponímicas, todo lo que permite la (extra) vagancia pluritropical del país más grande de América Latina.

 

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Em De_ornatu mundi (Brasília: LGE Editora Jardim Botânico de Brasília, 2010; ilustrações de Álvaro Nunes), o poeta recolhe o que denomina "ecopoemas", ou seja, poemas escritos em defesa da fauna e da flora brasileiras, cada vez mais ameaçadas de extermínio. São textos escritos num espaço de quarenta anos e só agora reunidos em livro. No conjunto, os textos perfazem uma verdadeira história das descobertas de nossa natureza, e Miranda realiza alguns poemas belíssimos,  como “Hileia Amazônica", “O poeta viandante”, etc. .É necessária, útil e muito instrutiva a sua leitura.  FERNANDO PY, em: “Literatura” (Tribuna de Petrópolis, 11-11-2011, Caderno Lazer, p. 5)

 

 

Foto de Gaspare di Caro (Sicilia, Itália, 2013) Esta é uma caixa em que o fotógrafo – que viajava por diversos países do muno tomando fotos para um livro que vai publicar — carregava os livros que adquiriu durante a viagem. Entre ele, De Ornatu Mundi, de Antonio Miranda.

 


 

 

 
 
 
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