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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

HERIB CAMPOS CERVERA

(Assunção, 30 de março de 1905 — Buenos Aires, 31 de janeiro de 1960) foi um poeta e escritor paraguaio.

 

TEXTO EN ESPAÑOL   -   TEXTO EM PORTUGUÊS

 

UN HOMBRE FRENTE AL MAR

 

Es como yo: lo siento con mi angustria y mi sangre,

Hermoso de tristeza, va al encuentro del mar,

para que el Sol y el Viento le oreen de agonía.

Paz en la frente quieta; el corazón, en ruinas;

quiere vivir aún para morir más tiempo.

 

Es como yo: lo veo con mis ojos perdidos;

también busca el amparo de la noche marina;

también lleva la rota parábola de un vuelo

                    sobre su anciano corazón.

 

Va, como yo, vestido de soledad nocturna.

Tendidas las dos manos hacia el rumor oceánico,

está pidiendo al tiempo del mar que lo libere

de ese golpe de olas sin tregua que sacude

          su anciano corazón, Heno de sombras.

 

Es como yo: lo siento como si fuera mía

su estampa, modelada por el furor eterno

de su mar interior.

 

                         Hermoso de tristeza,

está tratando —en vano— de no quemar la arena

con el ácido amargo de sus lágrimas.

 

Es como yo: lo siento como sí fuera mío,

su anciano corazón, lleno de sombras...

 

 

TEXTO EM PORTUGUÊS
Tradução: Antonio Miranda

 

UM HOMEM FRENTE AO MAR

É igual a mim: sinto-o com minha angústia e meu sangue.
Formoso de tristeza, vai ao encontro do mar,
para que o sol e o vento o areje de agonia.
Paz na fronte quieta; o coração em ruinas;
quero viver ainda para morrer por mais tempo.

É igual as mim: vejo-o com meus olhos perdidos;
também busca o amparo da noite marinha;
também leva a rota parábola de um voo
                    sobre seu coração ancião.

Vai, como eu, vestido de soledade noturna.
As mãos estendidas para o rumor oceânico,
está rogando ao tempo do mar que o libere
desse golpe de ondas sem trégua que sacode
          seu coração ancião, pleno de sombras.

É igual a mim: sinto-o como se fosse minha
sua figura, modelada pelo furor eterno
de seu mar interior.

                    Formoso de tristeza,
está tratando — em vão — de não queimar a areia
com o ácido amargo de suas lágrimas.

É igual a mim: sinto-o como se fosse meu,
seu coração ancião, pleno de sombras...

 

TRILCE – Uma revista de poesia: creación y reflexión. TERCERA ÉPOCA  No. 25. / Poesía paraguaya contemporánea. [Antología.] Portada : Enrique Careaga.      Diretor OMAR LARA. Asuncióh, Paraguay: 2009   ISSN 0717-9561. 
Ex. biblioteca de Antonio Miranda



TEXTOS EN ESPAÑOL

 

UN PUÑADO DE TIERRA

I

Un puñado de tierra
de tu profunda latitud.;
de tu nivel de soledad perenne;
de tu frente de greda
cargada de sollozos germinales.


Un puñado de tierra,
con el cariño simple de sus sales
y de su desamparada dulzura de raíces

Un puñado de tierra que lleve entre sus labios
la sonrisa y la sangre de tus muertos.

Un puñado de tierra
para arrimar a su encendido número
todo el frio que viene del tiempo de morir.

Y algún resto de sombra de tu lenta arboleda
para que me custodie los párpados de sueño.

Quise de Ti tu noche de azahares;
quise tu meridiano caliente y forestal;
quise los alimentos minerales que pueblan
los duros litorales de tu cuerpo enterrado,
y quise de Ti
(—Patria de mi alegría y de mi duelo;)
eso quise de Ti.

 

II

Ahora estoy de nuevo desnudo.
Desnudo y desolado
sobre un acantilado de recuerdos;
perdido entre recodos de tinieblas.
Desnudo y desolado;
lejos de firme símbolo de tu sangre.
Lejos.

No tengo ya el remoto jazmín de tus estrellas,
ni el asedio nocturno de tus selvas.
Nada: ni tus días de guitarra y cuchillos,
ni la desmemoriada claridad de tu cielo.

Solo como una piedra o como un grito
te nombro y, cuando busco
volver a la estatura de tu nombre,
sé que la piedra es piedra y que el agua del río
huye de tu abrumada cintura y que los pájaros
usan el alto amparo del árbol humillado
como un derrumbadero de su canto y sus alas.

III  

Pero así, caminando, bajo nubes distintas;
sobre los fabricados perfiles de otros pueblos,
de golpe, te recobro.

Por entre soledades invencibles,
o por ciegos caminos de músicas y trigales,
descubro que te extiendes largamente a mi lado,
con tu martirizada corona y tu limpio
recuero de guaranias y naranjos.
Estás en mí: caminas con mis pasos,
hablas por mi garganta, te yergues en mi cal
y mueres, cuando muero, cada noche.

Estás en mí con todas tus banderas;
con tus honestas manos labradoras
y tu pequeña luna irremediable.

Inevitablemente
con la puntual constancia de las constelaciones,
vienen a mí, presentes y telúricas:
tu cabellera torrencial de lluvias;
tu nostalgia marítima y tu inmensa
pesadumbre de llanuras sedientas.

Me habitas y te habito:
sumergido en tus llagas,
yo vigilo tu frente que muriendo, amanece.

Estoy en paz contigo:
me pueden cercenar de tu cintura:
yo sé que estoy llevando tu raíz y tu suma
sobre la cordillera de mis hombros.

Un puñado de tierra:
eso quise de ti
y eso tengo de Ti.



             TRADUÇÃO EM PORTUGUÊS

 


UM PUNHADO DE TERRA

 

I

Um punhado de terra
da tua profunda latitude;
do teu nível de eterna solidão;
da tua fronte de barro
carregada de soluços germinais.

Um punhado de terra,
com a simples afeição dos seus sais
e a sua melancólica doçura de raízes.

Um punhado de terra que carrega entre os lábios
o sorriso e o sangue dos teus mortos.

Um punhado de terra
para reunir com o seu número ardente
todo o frio que vem do tempo da morte.

E algum resquício de sombra do teu lento bosque
para guardar as minhas pálpebras do sono.
Eu queria de Ti a tua noite de flores de laranjeira;
Eu queria o teu meridiano quente e florestado;
Eu queria o alimento mineral que povoa
as margens ásperas do teu corpo enterrado,
e eu queria de Ti
(—Pátria da minha alegria e da minha tristeza;)
isso é o que eu queria de Ti.

 

II

 

Agora estou nu novamente.
Nu e desolado
num penhasco de memórias;
perdido entre curvas de escuridão.
Nu e desolado;
longe do símbolo inabalável do seu sangue.
Longe.

Já não tenho o jasmim distante das suas estrelas,
nem o cerco noturno das suas selvas.
Nada: nem os seus dias de guitarra e facas,
nem a clareza esquecida do seu céu.

Apenas como uma pedra ou como um grito
eu te nomeio, e quando busco
retornar à estatura do seu nome,
sei que a pedra é pedra e que a água do rio
foge da sua cintura subjugada e que os pássaros
usam o abrigo elevado da árvore humilhada
como um precipício para o seu canto e as suas asas.

 

III

Mas assim, caminhando, sob nuvens diferentes;
sobre os perfis artificiais de outras cidades,
de repente, eu te encontro novamente.

Através de solidões invencíveis,
ou por caminhos cegos de música e campos de trigo,
eu descubro que você se estende ao meu lado,
com sua coroa de mártir e sua pura
memória de guaranás e laranjais.

Você está em mim: caminha com meus passos,
fala através da minha garganta, surge em meu
                                                         calcário
e morre, quando eu morro, a cada noite.

Você está em mim com todos os seus estandartes;
com suas mãos honestas e trabalhadoras
e sua pequena e irremediável lua.

Inevitavelmente,
com a constância pontual das constelações,
elas vêm a mim, presentes e telúricas:
seus cabelos torrenciais de chuvas;
sua nostalgia marítima e sua imensa
dor das planícies sedentas.

Tu habitas em mim, e eu em ti:
submerso em tuas feridas,
velo sobre tua fronte, que, morrendo, desponta.

Estou em paz contigo:
podem me separar de tua cintura:
sei que carrego tua raiz e tua essência
sobre a cordilheira dos meus ombros.

Um punhado de terra:
isso é o que eu queria de ti
e isso é o que tenho de Ti.

 

*
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Página publicada em janeiro de 2026.

 

Página publicada em janeiro de 2014.



 

 

 

 


 

 

 
 
 
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