| POESIA MUNDIAL EM PORTUGUÊS
PÍNDARO
Píndaro (em grego: Πίνδαρος - Píndaros, na transliteração; 522 a.C. — 443 a.C.), também conhecido como Píndaro de Cinoscefale ou Píndaro de Beozia (518 a.C., Tebas – 438 a.C., Argos), foi um poeta grego, autor de Epinícios ou Odes Triunfais. A ele se atribui também a célebre frase "Homem, torna-te no que és".
Chegaram-nos um total de 45 epinícios, divididos em quatro livros, conforme o nome dos jogos que celebravam: Olímpicas, Píticas, Neméias e Ístmicas. (Mais em: /pt.wikipedia.org)
ODE A AGESIDAMO
Úteis os ventos são, quando propícios
Impelem o baixel: úteis as chuvas,
Filhas da nuvem, à campina, ao prado:
Do varão esforçado
Aos feitos peregrinos
São estímulo e prêmio os doces hinos,
E ao exaltado herói penhor seguro
De alto valor, de esplêndido futuro.
E que mais nobre e duradoura glória
Que a do feliz atleta,
Que na olímpica areia
Rouba ao rival a palma da vitória!
De tão claro certame aos vencedores
Consagro a minha lira,
Por influxo de um deus, dador do engenho,
Que sublimes canções ao vate inspira.
Agora este meu carme, ó Agesidamo,
Digna prole de Arquéstrato, recebe,
Em prêmio da recente
C´roa por ti ganhada,
Púgil invicto, em luta porfiada.
Nela a par do teu nome, os seus louvores
Achem os Lócrios do Zefírio cabo,
De tua pátria ilustres moradores.
Ali correi! ó Musas!
Soltai hinos sonoros,
Misturai com os seus os vossos coros.
Eu vos digo que em Locros
Não achareis um povo
De inóspitos costumes;
Mas progénie gentil e belicosa,
Que preza da ciência os claros lumes.
Estáveis são os dons da natureza:
A sagace raposa
Não perde a ruiva cor, não perde as manhas;
Fero leão não perde
Os rugidos e a indómita braveza.
Tradução: Antonio José VIALE
POESIA GREGA DE ÁLCMAN A TEÓCRITO
tradução de FREDERICO LOURENÇO
Lisboa, Livros Cotovia - Lisboa, Portugal, 2006
ISBN 972-795-156-2
Ode Olímpica XIV
a Asópico de Orcómeno, vencedor na corrida de 200 m (488? AC)
estrofe 1
Vós, ó rainhas pelos poetas cantadas,
que obtivestes as águas do Crefiso e que habitais
uma terra de belos cavalos,
ó Graças do luzente Orcómeno, guardiãs dos antigos Mínias,
ouví-me, pois a vós rezo! Com vosso auxílio tudo o que há
de aprazível e de doce acontece aos mortais:
se é sábio, se é belo, se é homem ilustre.
Pois nem os deuses estabelecem
coros nem banquetes
sem as Graças augustas. Mas como mordomas
de todos os trabalhos no céu, têm as Graças seu trono
junto do Pítio Apolo do arco dourado
e veneram a honra eterna do Pai olímpio.
estrofe 2
Ó excelsa Aglaia,
e tu, ó Eufrósine, amiga do canto, filhas
do mais poderoso dos deuses, ouví-me agora! E tu
ó Talia, que amas o canto, olha com favor benévolo
para este bando de celebrantes de leves passos! Aqui cheguei
nas minhas lides para cantar Asópico em modo lídio,
porque a terra dos Mínias venceu em Olímpia,
por tua causa. Para a mansão de negros muros
de Perséfone vai agora, ó Eco,
levando a gloriosa notícia a seu pai,
para que, quando vires Cleodamo, lhes digas que seu filho
coroou seu jovem cabelo nos famosos vales
de Pisa, com as asas dos jogos que trazem a glória.
*
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Página publicada em abril de 2026
Página publicada em fevereiro de 2019
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