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POESIA MUNDIAL EM PORTUGUÊS

Imagem: https://poeticas.es/?p=796

 

TEÓGNIS
     ( GRÉCIA - século VI a.C. )

 

 

Téognis ou Teógnis (em grego: Θέογνις, transl. Théognis) de Mégara foi um poeta elegíaco grego do Século VI a.C.[1]

Escreveu durante a chamada crise da pólis arcaica, marcada pelo crescimento demográfico, por grandes movimentos migratórios, e pelo surgimento de homens de grande prestígio político que, com o apoio do povo mais pobre, tornavam-se chefes da polis — os chamados "Tiranos". Grande parte das elegias de Teógnis podem ser caracterizadas como poesia social, com fortes tons conservadores no sentido da crítica das transformações sociais de seu tempo.

Teógnis, como fonte documental, além de conter informações riquíssimas sobre as transformações do século VI a. C. em algumas poleis (plural de polis) gregas, é fonte fundamental para o estudo do conceito arcaico de Hýbris ou "desmedida", encarado pelo autor como comportamento típico dos Tiranos, que por sua "desmedida" se tornam mais poderosos que os outros cidadãos, e assim destroem a boa ordem da polis.
 

POESIA GREGA DE ÁLCMAN A TEÓCRITO.  Lisboa: Livros Cotovia e Francisco Lourenço, 2006.   176 p.    Capa e sobrecapa: Silva! Designers.   
ISBN 972-795-156-2     No. 10 176  
Exemplar da biblioteca de Antonio Miranda

 

Cirno, coloque-se para mim, sábio poeta, um selo
20    nestes versos. Roubados, nunca passarão despercebidos,
nem ninguém quererá coisa pior quando tem uma melhor.
Mas toda a gente assim dirá: “são os versos de Teógnis
de Mégara; ele que é célebre entre todos os homens”.
Só que a todos os cidadãos não consigo agradar.
25    Mas isto não é de admirar, ó Cirno pois nem Zeus
a todos agrada, nem chovendo, nem retendo a chuva.

*

De bom grado te aconselharei, tal como eu próprio,
ó Cirno, aprendi de homens bons quando era ainda um rapaz.
Sê prudente: com actos vergonhosos ou injustos
não te agarres à honrarias, aos êxitos, à fortuna.
Fica sabendo que isto é assim. Não te dês com homens
vis, mas atém-te sempre à companhia dos nobres.
Com eles bebe e come; com eles poderás sentar-te.
Agrada àqueles que estão na posse de maior poder.

35   Junto dos nobres aprenderás as coisas nobres; mas
se te deres com gente reles, o tino que tens perderás.
Ciente disto, junta-te aos nobres; de dirás um dia
que eu dou bons conselhos aos meus amigos.

*

Cirno, prenhe está a esta cidade e receio que vá partir
40    um homem que endireite a nossa maldosa insolência.
Sensatos são ainda estes cidadãos, mas os governantes
são uns vira-casacas e caíram na total depravação.
Homens nobres, ó Cirno, nenhuma cidade ainda destruíram!
Mas quando a insolência agrada à gente reles, e quando
por motivo de seu próprio benefício e poderio,
não esperes que durante muito tempo essa cidade fique
tranquila,
mesmo que agora jaza na maior tranquilidade.
Quando agrada aos homens vis que estas coisas aconteçam,
50    lá vêm os lucros no encalço da desgraça dos cidadãos.
É disto que surgem as sedições e os morticínios
consanguíneos.
Surgem os tiranos. Que esta cidade nunca com tal coisa se
alegre!
*

Cirno, cidade é ainda esta cidade. Os habitantes é são outros:
pessoas que antes nada sabia da justiça ou das leis,
mas que esfarrapadas peles de cabra por cima das costelas
vestiam
e viviam fora desta cidade como se fossem veados.
E agora são nobres, ó Cirne! E os que antes eram nobres
agora são vis. Quem é que aguenta ver uma coisa destas?
Enganam-se uns aos outros e fazem troça uns dos outros
60    e não sabem distinguir entre os que são nobres e vis.
Não faças nenhum desses cidadãos, ó Cirno, teu amigo
do peito por causa de nenhuma necessidade.
Mas aparenta pela tua língua seres amigo de todos,
porém com nenhum partilhes qualquer assunto
sério. Pois ficarás a conhecer a mentalidade de homens
miseráveis, porquanto fé nenhuma não há nas suas ações:
tal como homens que já nada poderá salvar.

Nunca, ó Cirno, te aconselhes com um homem reles,
70    quando quiseres levar a cabo um assunto sério.
Mas queiras antes esforçar-te em demanda de um nobre,
fazem a pé, ó Cirno, um longo caminho.

*
Sobre um empreendimento não deliberes de todo com todos
os teus amigos: em muitos são poucos os que são de confiança.

                                            *

75    Para grandes empresas confia em poucos homens,
        para que não obtenhas, ó Cirno, uma dor insustentável.
                              
                                             *
       Um homem fiel vale seu peso em ouro e prata
       nesta situação, ó Cirno, de difícil instabilidade civil

 

 

 
 
 
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