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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

MARDSON SOARES – DARIO SILVA

 

 

 

Nasceu em Bom Jesus (Piauí, Brasil), em 13 de setembro de 1992. Diplomado em Direito pela Universidade Católica de Brasília. Poeta, Cronista e Autor de Literatura para a Infância. Advogado. Servidor Público. Pertence à Associação Nacional de Escritores - ANE, sediada em Brasília-DF. Presidente e Cofundador da Academia de Letras, Artes e Ciências do Sudoeste, Octogonal e SIG – Acados (sede na RA XXII do Distrito Federal).

Há poemas seus em jornais, revistas e sítios literários do Brasil, de Portugal, de Angola, de Moçambique e de Cabo Verde.

Ex:. Subversa, InComunidade, Txon, mallarmargens, Jornal Plástico Bolha, Mbenga, Ruído Manifesto, Revista Literária Pixé, Tyrannus Melancholicus, Jornal da ANE, Correio Braziliense, Reanimando as Letras, Jornal Mundo Jovem, Festival de Poesia de Lisboa,  Palavra & Arte, dentre outros.

 

Livros publicados:

Fabrício, poemas de Dario Silva (Patuá, São Paulo, 2018);

Roma Romã (Edição independente, Brasília, 2024);

Vai o vento em todo agora (Caravana, Ouro Preto, 2024).

 

 

Selecionado na categoria "Poesia" pelo trabalho "Ao Piauí, as enrribas!" para participar da 9ª edição do festival Bienal da UNE, em 2015

 

 

 

Ao Piauí, as enrribas!

 

I

Ao Piauí, as enrribas!

São tuas, brasas fogosas,

As vistas quietadas e rubras

Dos céus tomadas airosas

Costadas das serras maturas

Ao Piauí, as enrribas!

Dos ribeiros surgidos, cativadas

Enamoradas das serras eivadas

Tal tríade, oh serras, prostituídas!

De brasas ou rios indecididas

Ao Piauí, as enrribas!

Açoitam as águas ao Norte

Que bojo, oh terra, querias

Cuspido arriba consorte

Oh, Delta, rumado esfatias

Ao Piauí, as enrribas!

Morada barrosa teu rio

Ao Sul ante o Parnaíba

Cortada abaixo, Ovil

Tinhosa, terra, caraíba

 

II

Ao Piauí, as enrribas!

Jamão rumou-se dali

E deixou sua Rosa, desflorescida

Do peito a saudade crescida

Que vistas teriam, Piauí

Ao Piauí, as enrribas!

Jamão, a visão se lhe opunha

Que praguejo dissera, Quitéria

- Viçosa, Jamão, a pupunha

Que miséria, Deus, que miséria

Ao Piauí, as enrribas!

- Vai-te, Jamão, e não te olvides

De tua fralda e de tua rapadura

Pr'outro lado, que alivia a quentura

Donde não racha a terra dura

Ao Piauí, as enrribas!

Paga teu rosário, e vai-te

Dai a benção a Ioiô

E a tua madrinha, e vai-te

Dai a benção a Ioiô...

 

III

Ao Piauí, as enrribas!

À vista um fraquejo, tontura

Os olhos não clareia a Lua

De céus de estrelas, amargura

Asfalto e cimento desnua

Ao Piauí, as enrribas!

Jamão padeceu do ofício

Que labuta mealhar um trocado

Chinelos pros pés, sacrifício

Que pranto, que riso forçado

Ao Piauí, as enrribas!

Nem o canto dos mesmos vestruzes

Dali que tão grande, posta matéria

Nem o gosto, os mesmos cuscuzes

Que miséria, Deus, que miséria

Ao Piauí, as enrribas!

Nem o cheiro dos mesmos mastruzes

Dali que tão grande, posta matéria

Nem os rios, os mesmo afuses

Que miséria, Deus, que miséria

 

 

Mardson Soares 

 

 

 

 

DARIO SILVA

 

DARIO SILVA é heterônimo de Mardson Soares.

 

Dario Magalhães Sucupira Barradas Lima e Silva (Brasília, DF, 1992- ) nasceu entre os pilotis e o verde da 308 Sul. Prestou vestibular para Geografia, na Universidade de Brasília, qual obteve aprovação. Todavia, abandonou o curso no 2º período, para dedicar-se à profusão poética.

Seus avós paternos vieram do Piauí, seus avós maternos, do Rio. Sua formação elementar das letras nacionais trespassou, dentre outros autores, sob as leituras de Antonio Francisco da Costa e Silva, Francisco Gil Castelo Branco, Mário Faustino e Torquato Neto, por seu ramo paterno; Manuel Bandeira, Drummond, Cecília Meireles, Olavo Bilac e Raul Bopp, por seu ramo materno.

 

Tem alguns poemas publicados em revistas literárias, como a luso-brasileira Subversa e a revista brasileira Madame Eva.

 

 

ANTÃO

 

Amo-te, Antão, as tuas coxas!

Louvou-te meu olhar de afetação

No balanceio imodesto das pregas

Quão justas, as tuas, varão!

 

Amo-te, Antão, as tuas coxas!

Se pelicas, ou se espichas às cegas

Uma fitada ordenada atravesso

Como se apalmasse a visão

 

Amo-te, Antão, as tuas coxas!

Nem um riso, desaviso compresso

Nem um passo, antevista cisão

Furta a mirada da compostura

 

Amo-te, Antão, as tuas coxas!

Que bem afazeres, se te amado

Mas tão mais rija e formosura

Que o amar se defraudado

 

Amo-te, Antão, as tuas coxas!

Bem quis mirar o mais íntimo

Mas tão mais rija e formosura

Que cedeu o amar ao ânimo

 

[Poema extraído de: http://www.canalsubversa.com]

 

 




Poema presente no Livro Fabrício, poemas de Dario Silva

E na edição impressa n.5 da Revista Madame Eva.

 


Capa do livro Fabrício, poemas de Dario Silva (2018).


Imagem da capa: Obra de Cheo Gonzalez

Prefácio: Kori Bolivia

Fotografia: Javier Matta

Recital: Noélia Ribeiro e Roberto Medina

Apresentação Musical: Marcos Cabrera

Lançamento, 11 de dezembro de 2018

Ernesto Cafés Especiais da 108 Norte




Dario Silva

Damásio

(Diálogo)

 

I

Que Varão te degusta a carne, Helena?

E te paladeia o ventre, um glutão?

Que Rebento toda te garfa, pequena?

Té das sobras sacia, outro não?

 

Se Damásio te ofertasse de si

E de todo ruminasse de ti

Palitaria el’ o riso fugido

Do moço versado em fingido

 

Oh, Helena, te assombrarias!

Se acaso soubesses do fato

De Damásio querer das Marias

E se valer além, doutro ato

 

Que sabida não pranteasse

A sorte trazida do Afeto

Damásio é também o inverso

 

Oh, Helena, me cria morresse

Q’não querias Damásio de perto

Sabedora ser el’ um perverso

 

II

Oh, amigo, que a ti parece?

Damásio não mais só a mim estima?

O Rijo quedava comigo, tu crês?

Agora tão logo se vai, o cadimo

 

Damásio de outrem se apetece?

Cogito não tê-lo por sóbrio

Caso ébrio dele saibas – Oh, opróbrio!

Oh, amigo, não te emudeças!

 

III

Varoa, a mim me permite, que vejo

teu bojo carece! Não erro nele,

Helena! Que Damásio de pele

outra, pequena, encontra gracejo

 

IV

Amigo, que Moço! Que prenda!

Damásio não poupa contenda

Se a si vale a carne comida?

Que morro, minh’alma é despida!

 

V

Helena, não te faleças! Bojo algum

a Damásio consola! Pagão destemido

arremata outra coisa, com um

não contenta, moça, quer outro comido

 

 

VI

Que Rapagão meu moço se presta?

Buscar em outrem as delícias

Minha vista por ele suspira! Me resta

Que bocado de suas carícias?

 

VII

Helena, sê tola, varoa aviada!

O riso do Varão é furtivo

El’ não quer a ti desposada

Tomou outro rumo, o Altivo

 

23/10/2013

 


Sarau da luz vermelha 2026, Participação da Casa da Essência, Cruzeiro Velho-DF

Página atualizada 03/2026

Página publicada em julho de 2017

 



 
 
 
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